Foi o Amaral, uma pessoa de caráter, quem me alertou!
O conteúdo da reportagem A Princesa e O Sapo nem interessa tanto, mas a revista Época fez uma coisa muito feia. Falando sobre a tendência dos casamentos modernos (onde algumas noivas imaginam que a ocasião é uma mistura de baile de debutante com dia das crianças), a revista aponta o uso ostensivo de símbolos do universo infantil. E dá-lhe exemplos, opiniões de especialistas, produtos mais utilizados, etc.etc.etc…enfim, o de sempre.
Só que a fonte principal dessa reportagem não gostou muito do que não leu, e botou a boca no trombone nos comentários:

Magicamente o comentário não está mais lá. Sumiu. Esperto e sentindo que algo poderia acontecer, Amaral, que além de tudo é uma pessoa de caráter, fez o print do desabafo, registrando quando o pessoal do site Lá Vem a Noiva solta o verbo. Depois disso acho que podemos afirmar que ele foi deletado.
Se não quer confronto, pra que abrir e incentivar comentários? Que censura besta é essa? E, depois de tudo, a repórter vai ficar mesmo com o sapo Brad Pitt e a vaquinha de pelúcia? Sacanagem.
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Olá, aqui quem escreve é a Luciana Vicária, que foi citada nesta carta. Gostaria de esclarecer que o site lavemanoiva de fato contribuiu bastante com a reportagem e foi citado com o devido crédito. Não foi contemplado na versão impressa da revista, assim como outras empresas que colaboraram. Mas estava presente na versão online, tão ou mais importante - e com repercussão muitas vezes maior que o papel. Estava no ar ao mesmo tempo em que a revista chegava às bancas. A idéia de expandir para além do papel é justamente contemplar o maior número possível de empresas que de alguma forma colaboraram e atingir o maior número possível de leitores. Quanto ao comentário retirado do site, ele era ofensivo e por isso foi excluído. A intenção não foi censurar. Estou aberta ao debate.
Obrigada, Luciana
Luciana, obrigado por sua resposta. Assim: essa confusão passa por outros lugares, assim como precisamos de esclarecimentos. Não falo da censura pura e simples. E não falo que você, pessoal e profissionalmente, não esteja aberta ao debate. Acredito até que esteja, ainda mais por sua preocupação em esclarecer as coisas, mas não os veículos de comunicação como um todo. Uma coisa que me preocupa hoje em dia é o papel da imprensa como curadora de conteúdo e comportamento. É praticamente impossível, tirando as denúncias políticas e sociais, não passarmos pelo consumo. Quando vocês falam sobre produtos - vide o recente barulho que esse bizarro fetiche chamado iPhone 3G provocou na população antenada, moderna e descolex - imediatamente quebram a linha que separa publicidade de propaganda, ou seja, comércio e conteúdo. O que é uma briga eterna entre editorial e comercial. O que era para ser um serviço de esclarecimento, torna-se endosso e reforço de consumo. Isso é muito delicado. O contexto foi criado a partir do produto de uma empresa. Entendo que se eles se abriram tanto foi pelo fato de esperarem retorno “publicitário”. E uma coisa que ficou muito clara para mim foi a decepção do pessoal do site por não se verem ali citados. A gente precisa ter cuidado com a história das pessoas. Precisamos entender o (des)equilíbrio entre o desejo (que são frágeis), e nossas expectativas (que são imensas).
Essa resposta da Luciana poderia estar logo abaixo do comentário em questão. Tão mais simples e correto…
E o sapo Brad Pitt? Voltou pra casa?
Hum, fiquei curiosa em saber se essa gafe não teve o dedo de quem editor a matéria. Já abri mão de trabalho por conta de um editor que mexia nos textos dos repórteres, não gostava de aspas (e colocava muitas vezes a declaração como se fosse texto do repórter) e acabada cortando dados importantes ou distorcendo o sentido de algumas frases. No final das contas quem assina a matéria depois de ter parte do conteúdo assassinado é o jornalista, que acaba de pato nessa história.
Luciana, please, mate minha curiosidade. Não podemos manchar a nossa honra jornalística.
Já dei print na tela. Vai para a pasta dos cases. Hehehe.
André: Eu concordo com você. Não entendo pq não manter o comentário e adicionar esse. Vá entender como funcionam as coisas lá.
Paula: Não conheço o Helio, mas sei que tem muito profissional bacana e sério na Ed. Globo. Mas é uma dúvida que me ocorreu também.
Gi: QQ coisa eu tenho no e-mail aqui ;-)
BP: E a vaquinha, tadinha? Será que não rola umas fotos iguais ao do anão de jardim do pai da Amelie Poulain? Só pr’a gente saber que eles estão bem…
Luciana,
Acho que não temos obrigação de, apenas é bacana, citar uma fonte que foi ouvida para a matéria. Quantas acabam não entrando por uma questão de espaço físico. Acho também que o comentário deu aquela valorizada, exagerada, ironizada. Ou seja, um comentário facílimo se ser respondido e minimizado.
Porém, não concordo que ele seja excluído. Ele é duro, mas não ofensivo. Uma vez que abrimos para comentários dos leitores, precisamos estar abertos a isso.
Deixe ele lá e responda. Excluir um comentário - ao menos que usem palavras muito baixas - não é alternativa.
abs
Olha, eu realmente acho que foi uma espécie de censura. Mas não acho que o grave foi o fato de o comentário ter sido excluído, e sim o fato de a empresa não ter sido citada na matéria.
Talvez a culpa seja do editor fdp, sei lá. A repórter realmente não tinha nenhuma obrigação de citar a empresa, mas tem sim obrigação de ser honesta com a sua fonte e não fazer promessas que não pode cumprir. Ao que parece deu a entender pra fonte, que ela seria amplamente citada na matéria. Se foi esse o caso a culpa é mesmo da repórter.
Quanto ao fato de o post ser ofensivo, imagino que se deva ao fato de ter acusado a repórter de roubar os produtos emprestados…